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Blog · Gestão

Separar a conta da empresa da sua, de verdade

Quase todo sócio de PME diz que já separou as contas. Na prática, o cartão da empresa paga o almoço de domingo, o Pix pessoal cobre o fornecedor urgente e a retirada do mês varia conforme o caixa. Nada disso é desonesto só é informal. E informalidade custa caro no momento em que a empresa precisa de crédito, de sócio novo ou de uma decisão fria.

Por que isso trava todo o resto

Enquanto pessoal e empresa se misturam, nenhum número é confiável: a margem não é a margem, o custo fixo não é o custo fixo, e o lucro que aparece no relatório não é o que ficou. A contabilidade fecha com ajustes, o banco desconfia, e você continua sem saber se a empresa se paga.

Uma empresa que financia a vida do sócio sem regra não sabe quanto realmente lucra.

Quatro decisões que resolvem

  1. Pró-labore com valor e data fixos, tratado como qualquer outra despesa da folha.
  2. Distribuição de lucro decidida por período, com base no resultado. Não por necessidade.
  3. Um cartão para a empresa, outro para você, sem exceção “só essa vez”.
  4. Política de reembolso simples: comprovante e categoria, ou não entra.

Como começar sem parar a operação

Escolha uma data de corte e trate o que vem antes dela como passado a ser ajustado com o contador. Do corte em diante, cada movimentação tem dono. Em dois ou três meses o relatório começa a dizer a verdade e as decisões ficam bem mais simples.

Se pessoal e empresa ainda se misturam no extrato, começamos por aqui.

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