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Separar a conta da empresa da sua, de verdade
Quase todo sócio de PME diz que já separou as contas. Na prática, o cartão da empresa paga o almoço de domingo, o Pix pessoal cobre o fornecedor urgente e a retirada do mês varia conforme o caixa. Nada disso é desonesto só é informal. E informalidade custa caro no momento em que a empresa precisa de crédito, de sócio novo ou de uma decisão fria.
Por que isso trava todo o resto
Enquanto pessoal e empresa se misturam, nenhum número é confiável: a margem não é a margem, o custo fixo não é o custo fixo, e o lucro que aparece no relatório não é o que ficou. A contabilidade fecha com ajustes, o banco desconfia, e você continua sem saber se a empresa se paga.
Uma empresa que financia a vida do sócio sem regra não sabe quanto realmente lucra.
Quatro decisões que resolvem
- Pró-labore com valor e data fixos, tratado como qualquer outra despesa da folha.
- Distribuição de lucro decidida por período, com base no resultado. Não por necessidade.
- Um cartão para a empresa, outro para você, sem exceção “só essa vez”.
- Política de reembolso simples: comprovante e categoria, ou não entra.
Como começar sem parar a operação
Escolha uma data de corte e trate o que vem antes dela como passado a ser ajustado com o contador. Do corte em diante, cada movimentação tem dono. Em dois ou três meses o relatório começa a dizer a verdade e as decisões ficam bem mais simples.
Se pessoal e empresa ainda se misturam no extrato, começamos por aqui.
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