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Blog · Fluxo de caixa

Treze semanas à frente: o relatório que evita susto

Saldo em conta não é caixa. Saldo é uma fotografia de hoje que não sabe nada da folha da semana que vem, do imposto do dia 20 ou do cliente que combinou pagar “no começo do mês”. Quem decide olhando só o extrato decide sempre com uma informação a menos.

Por que treze semanas

Treze semanas são um trimestre, prazo longo o suficiente para enxergar um problema antes que ele chegue, e curto o suficiente para que a previsão ainda tenha alguma relação com a realidade. A granularidade semanal é o detalhe que importa: dentro de um mês fechado cabem duas semanas apertadas que ninguém viu.

Um relatório que só mostra o mês fechado avisa quando já não há mais o que fazer.

O que precisa estar dentro

Não é um modelo complicado. É saldo inicial, recebíveis com data provável (não com data prometida), folha e encargos, impostos, fornecedores recorrentes, parcelas de empréstimo e o que sobra. O trabalho difícil não é a planilha é manter as datas honestas.

  1. Atualização fixa toda semana, no mesmo dia, mesmo quando nada mudou.
  2. Previsto contra realizado da semana anterior. É isso que calibra a previsão.
  3. Recebíveis pela data provável, com histórico de atraso de cada cliente.
  4. Um cenário pessimista simples: os dois maiores recebimentos atrasam trinta dias.

O que muda na prática

Decisões deixam de ser reação. Antecipar um recebível passa a ser escolha, e não emergência; contratar, comprar ou parcelar um imposto vira uma conversa com data. É o mesmo dinheiro, com semanas de antecedência.

Se hoje você não sabe dizer como estará o caixa na semana 6, começamos por aqui.

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